Carlos sempre recebia feedback do Carlos. Mas nunca tinha dado um feedback pro Carlos.
— Você já agradeceu ele? — Mariana perguntou.
— Agradecer o quê?
— Ele te defendeu na reunião com diretoria. Aprovou seu curso. Liberou cedo quando você precisou.
— Isso é obrigação dele.
— Reconhecimento não é obrigação. É escolha.
Carlos pensou. No dia seguinte, mandou mensagem: "Carlos, obrigado por ter me defendido na reunião. Percebi que você bancou minhas ideias. Isso fez diferença."
Carlos respondeu: "Você entrega bem. Só mostrei o que você fez."
— Ele gostou? — Mariana perguntou.
— Achei que ficou sem graça. Mas respondeu rápido.
— Sinal que gostou.
Carlos começou a reconhecer o supervisor nas pequenas coisas: uma orientação boa, um puxão de orelha construtivo, uma oportunidade cedida. Não precisava de discurso. Bastava um "obrigado" específico.
— Reconhecer o supervisor não é sobre puxar saco. É sobre mostrar que você vê o esforço dele. Todo mundo gosta de ser valorizado. Até chefe.
*Continua em: 1308 — Como negociar modelo híbrido de trabalho?*