Carlos entrou num grupo novo do trabalho. O pessoal mandava GIFs o tempo todo. Ele não sabia se entrava na brincadeira ou ficava sóbrio.
— Se mandar GIF demais, parece que não leva a sério — disse pra Mariana.
— Se não mandar nunca, parece que não se enturma.
— Qual é o limite?
— Observa.
Carlos passou uma semana só observando. Viu que GIF era usado em três situações: comemoração de entrega, resposta a piada leve e saudação de bom dia. Fora disso, ninguém usava.
No dia seguinte, o time fechou um projeto. Mandou um GIF de fogos de artifício. Todo mundo reagiu com joinha.
— Funcionou — ele disse.
— Você acertou o tom. Rápido, leve, adequado.
— E se eu errar?
— Pedir desculpa e seguir.
Carlos descobriu que GIF no trabalho seguia regra simples: só em tom positivo, nunca em crítica ou ironia, e sempre sabendo que fica registrado.
— Usar GIF no chat do trabalho não é sobre brincadeira. É sobre linguagem do grupo. Observa antes, entra depois. Menos é mais.
*Continua em: 1305 — Como ter renda extra além do trabalho fixo?*