Carlos tinha conduzido uma negociação difícil com um cliente. O cliente queria reduzir o escopo do contrato sem reduzir o valor. Carlos manteve a posição, apresentou dados e fechou um acordo justo para os dois lados.
Carlos observou a condução. Achou que Carlos merecia reconhecimento.
— Você vai elogiar o chefe? — Mariana perguntou.
— Por que não?
— Parece puxa-saquismo.
— Se for genuíno, não é.
Carlos esperou o momento apropriado. Não no meio de uma reunião com todo mundo. Não num e-mail genérico. Escolheu uma conversa particular.
— Carlos, queria dizer uma coisa.
— Fala.
— A negociação com o cliente foi bem conduzida. Você manteve o valor justo sem perder o relacionamento. Aprendi vendo como você fez.
Carlos pareceu surpreso.
— Obrigado. Não é todo dia que ouço isso.
— É verdade.
— Vou lembrar desse feedback.
Carlos não pediu nada em troca. Não estava tentando ganhar ponto. Só reconheceu um trabalho bem-feito.
Depois, Carlos passou a incluir Carlos em reuniões mais estratégicas. Não por causa do elogio, mas porque Carlos demonstrou capacidade de observar e aprender.
Elogiar o gestor não é bajulação. É reconhecimento genuíno. Feito em particular, com sinceridade e sem segundas intenções, fortalece a relação profissional.
*Continua em: 1301 — Mostrar resultado para o gestor*