Carlos estava desenvolvendo uma apresentação para o cliente. Não era sua área de maior confiança — design de slides e comunicação visual.
— Posso te pedir uma opinião? — perguntou para Mariana, que era designer.
— Manda.
— É sobre o layout. Quero saber se está claro.
Mariana olhou.
— Tá poluído. Muito texto, pouco espaço.
— Como eu melhoro?
— Reduz pela metade o texto. Usa uma imagem que ilustre o resultado. Destaca os números.
Carlos aplicou. A apresentação ficou sóbria, limpa, direta. No dia da reunião, o cliente elogiou:
— Apresentação objetiva. Gostei.
Depois, Carlos aplicou a mesma prática com um colega de outra área:
— André, você entende de custos. Pode dar uma olhada nessa planilha?
— Claro.
André encontrou um erro de fórmula que Carlos tinha deixado passar.
— Se apresentasse assim, o cliente ia questionar.
— Valeu. Não teria visto sozinho.
Carlos percebeu que pedia opinião raramente por vergonha de parecer inseguro. Mas cada vez que pedia, o trabalho saía melhor.
Pedir opinião para colega sobre trabalho não é demonstrar fraqueza. É usar a inteligência coletiva. Isolamento não produz excelência. Colaboração, sim.
*Continua em: 1297 — Lidar com supervisor injusto*