Carlos foi diagnosticado com diabetes tipo 2. O médico orientou: mudança na alimentação, exames regulares e, em alguns dias, ele se sentiria indisposto.
— Você precisa avisar no trabalho — Mariana disse.
— E vão pensar que estou usando como desculpa.
— É saúde. Não é favor.
Carlos marcou com Carlos.
— Carlos, fui diagnosticado com diabetes. Preciso de alguns ajustes.
— O que você precisa?
— Horário para exames periódicos. E, em dias de crise, talvez precise sair mais cedo ou pausar para medicação.
— Consegue compensar depois?
— Consigo.
— Então está resolvido. Só me avise com antecedência quando puder.
Carlos sentiu um peso saindo das costas. Organizou a rotina: exame marcado para primeira hora, volta ao trabalho às 10h. Alimentação levada de casa. Nos dias de crise, avisava Carlos e ajustava o horário.
No primeiro mês, precisou sair mais cedo duas vezes. Compensou nos dias seguintes. A entrega não atrasou.
— Você tá bem? — um colega perguntou.
— Tô. Só preciso de cuidado.
Lidar com doença crônica no trabalho não é esconder. É comunicar com clareza, mostrar o plano de ajuste e garantir que a entrega não seja comprometida. Doença não é vergonha. É condição.
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