Carlos precisava de dois dias de folga na semana seguinte. Não era urgente nem programado. Era pessoal: a mãe de Mariana estava passando por uma cirurgia e eles queriam viajar para acompanhar.
— Seu chefe não é obrigado a aceitar — Mariana disse.
— Mas posso pedir.
Carlos ficou receoso. Pedido pessoal misturava trabalho com vida privada. Mas a situação era real.
Ele esperou o fim da reunião semanal.
— Carlos, posso falar com você?
— Pode.
— Preciso de dois dias de folga na próxima semana. Não é férias, não é emergência. É um problema pessoal.
— O que aconteceu?
— Minha sogra vai operar. Queremos estar lá.
Carlos pensou.
— Você tem entregas na quarta?
— Posso adiantar tudo até terça.
— Então faz isso. Segunda e terça você trabalha, quarta e quinta folga, sexta volta. Fecha?
— Fecha. Obrigado.
Carlos organizou o trabalho, adiantou o que pôde, comunicou a equipe. Na quarta-feira viajou tranquilo. A cirurgia correu bem. Na sexta, voltou e entregou tudo no prazo.
Fazer pedido pessoal para o chefe não é exigir. É comunicar com antecedência, mostrar que o trabalho está organizado e deixar claro que você volta com a mesma responsabilidade.
*Continua em: 1294 — Dizer não para o gestor*