Carlos estava há seis meses estagnado. Sabia que queria mudar de área, mas não sabia para onde. Todo dia pesquisava vagas, mas nenhuma parecia certa.
— Você precisa de ajuda profissional — Mariana disse.
— Consultoria de carreira é caro.
— E ficar empacado não custa?
Carlos pesquisou. Leu depoimentos, comparou profissionais, olhou valores. Antes de contratar, fez uma lista de perguntas para si mesmo:
— O que eu quero e não consigo definir sozinho?
— Já tentei mudar e não consegui?
— Tenho clareza das minhas habilidades?
— Meu networking é suficiente?
Depois de responder, concluiu: ele sabia o que não queria, mas não identificava o que queria. Também não sabia como traduzir a experiência atual para outra área.
— Vou marcar uma sessão experimental.
A consultora fez três perguntas que Carlos nunca tinha se feito:
— Qual problema você resolve bem? Em que contexto você mais aprendeu? O que você faria se dinheiro não fosse questão?
Na segunda sessão, Carlos tinha um mapa. Não uma resposta pronta, mas um caminho.
— Meu problema não era falta de opção. Era falta de direção.
Avaliar se precisa de consultor de carreira não é sobre ter dinheiro sobrando. É sobre reconhecer que você está pagando um preço maior por não decidir. Consultor não dá resposta. Dá clareza.
*Continua em: 1293 — Fazer pedido pessoal para o chefe*