Carlos tinha voltado da licença-paternidade há um mês. Pedro estava com seis meses e exigia atenção. Carlos tentava manter o mesmo ritmo de antes, mas não conseguia.
— Você chega exausto e ainda quer brincar com ele — Mariana observou.
— Quero ser presente.
— Mas presente não é quantidade. É qualidade.
Carlos conversou com Carlos:
— Preciso ajustar minha rotina. Não quero reduzir entrega, mas preciso de horário mais flexível.
— O que você propõe?
— Entrar às 7h, sair às 15h30. Compenso o horário e fico com Pedro à tarde.
Carlos analisou.
— Funciona se você estiver disponível para reuniões urgentes.
— Combinado.
Na prática, Carlos percebeu que precisava de mais organização. Passou a planejar a semana no domingo. As tarefas importantes fazia pela manhã, quando estava mais focado. À tarde, ficava com Pedro e respondia emergências.
— Você tá mais calmo — Mariana notou.
— Organizei o tempo. E aceitei que não vou dar conta de tudo.
— Isso se chama paternidade.
Conciliar carreira com paternidade não é fazer tudo perfeitamente. É ajustar rotina, comunicar o chefe e aceitar que alguns dias o equilíbrio pende mais para um lado. E tudo bem.
*Continua em: 1291 — Apoiar colega negro no trabalho*