Carlos mandou a mensagem às dez da manhã. "Você tem os dados do relatório?" Onze horas, nada. Meio-dia, nada. Uma da tarde, nada.
Ele olhou para o status: online. A pessoa estava online e não respondia.
A primeira vontade foi mandar outra mensagem. Ou ligar. Ou ir até a mesa.
Ele fez nada. Esperou mais uma hora.
Às duas, mandou uma segunda mensagem. Diferente.
— Preciso do dado para fechar o relatório até amanhã. Se não conseguir responder agora, me avisa um horário melhor que eu me adapto.
Cinco minutos depois, a resposta veio:
— Desculpa. Tô apagando incêndio o dia todo. Me manda o que precisa por e-mail que eu respondo até o fim do dia.
Carlos mandou o e-mail. Às dezoito horas, o dado chegou.
No dia seguinte, ele encontrou o colega na copa.
— Ontem foi puxado, hein?
— Foi. Mas obrigado por não encher o saco.
— Se tivesse enchido, talvez você não tivesse respondido.
O colega riu.
— Provavelmente não.
Carlos aprendeu: quando alguém não responde, a culpa nem sempre é falta de educação. Às vezes a pessoa só está afogada. Mandar uma segunda mensagem com uma saída em vez de uma cobrança resolve mais rápido.
*Continua em: 130 — Como alertar um colega sobre um risco no projeto?*