Carlos atrasou a entrega do relatório mensal. Não avisou, não pediu ajuda, só não entregou. No dia seguinte, Carlos o chamou na sala.
— Fecha a porta.
Carlos sabia o que vinha.
— O relatório era ontem. Não veio. Não avisou. Não respondeu minha mensagem. O que aconteceu?
— Tive um problema pessoal.
— Tudo bem. Mas você não comunicou. Eu fiquei sem resposta para o cliente.
Carlos não gritou. Falou firme, direto. Carlos sentiu o rosto queimar.
— Desculpa.
— Desculpa não resolve. O que você vai fazer para não repetir?
Carlos pensou.
— Se eu não conseguir entregar, aviso antes do prazo.
— E se for algo urgente?
— Passo para alguém da equipe ou peço extensão.
— Isso. Agora refaz o relatório e entrega até amanhã cedo.
Carlos saiu da sala. Bateu uma vontade de ficar remoendo a bronca o dia inteiro. Mas respirou. Pegou o relatório, refez e entregou no dia seguinte antes das 9h.
— Recebi. Não atrasa de novo — Carlos disse.
— Não vou.
Receber bronca do supervisor não é sobre se defender. É sobre ouvir, entender o que errou e apresentar solução. Bronca não é ataque pessoal. É correção de rota.
*Continua em: 1286 — Pedir aumento de carga horária*