Carlos chamou Carlos após a reunião mensal.
— Sua apresentação estava fraca. Dados soltos, sem narrativa. O cliente ficou perdido.
Carlos sentiu o estômago embrulhar. A primeira reação foi defender.
— Mas eu preparei…
— Eu sei que preparou. Mas não funcionou. O que importa não é o esforço, é o resultado.
Carlos calou. Respirou.
— O que eu poderia ter feito diferente?
— Estruturar em três pontos: problema, análise, recomendação. Você pulou direto para os números.
— Entendi.
— Na próxima, manda o slide antes para eu revisar.
— Combinado.
Carlos aplicou na reunião seguinte. Dessa vez, o cliente entendeu tudo.
— Boa apresentação — Carlos disse depois.
— Segui sua orientação.
— Viu como crítica não é ataque? É curso intensivo.
— Receber crítica do chefe não é ouvir calado e engolir. É deixar o incômodo de lado e extrair o ensinamento. Se a crítica é específica, ela ensina. Se é vaga, ela confunde.
*Continua em: 1276 — Como ajudar júnior a crescer na carreira?*