O reajuste anual chegou. O percentual foi abaixo da inflação. Carlos sabia que merecia mais.
— Você vai aceitar? — Mariana perguntou.
— Vou conversar.
— De novo?
— Agora é diferente. Não é sobre aumento. É sobre correção.
Carlos preparou os números. Pesquisou o piso da categoria, a média do mercado, o quanto a empresa economizou com seus projetos.
— Carlos, o reajuste veio abaixo do mercado. Quero pedir uma correção.
— Quanto?
— Quinze por cento. Com base nesses dados.
Carlos analisou a planilha.
— Seus números são consistentes. Mas o orçamento já fechou.
— Tem alguma alternativa? Bônus? Benefício? Participação?
— Posso ver um ajuste no plano de saúde e um vale-cultura. E um reajuste parcial agora, com o restante no próximo semestre.
— Serve.
Carlos saiu com um acordo melhor do que o reajuste inicial.
— Negociar salário com o chefe não é bater o pé. É apresentar dado, ouvir contraproposta e encontrar meio-termo. Salário se negocia com evidência, não com urgência.
*Continua em: 1273 — Como lidar com gestor que grita?*