O primo de Carlos estava desempregado. Precisava de algo rápido.
— Onde arrumo trampo rápido? — perguntou.
— Trabalho temporário. Tem agência.
— Como funciona?
— Empresa contrata por período curto. Safra, fim de ano, projeto específico.
— Pagam bem?
— Pagam. Mas não tem vínculo permanente.
— Preciso de qualquer coisa.
Carlos mostrou o caminho. Primeiro, cadastro em agências de trabalho temporário. Depois, currículo direto: sem enfeite, só experiência e disponibilidade.
— Elas perguntam horário. Coloca que tem disponibilidade total.
— Mas eu tenho.
— Melhor.
O primo fez o cadastro em três agências no mesmo dia. Na semana seguinte, uma ligou:
— Vaga para auxiliar de logística. Trabalho noturno. Três meses. Começa amanhã.
— Aceito.
Ele foi. Trabalhou os três meses. Recebeu direitos: FGTS, férias proporcionais, décimo terceiro.
— Não efetivaram? — Carlos perguntou no fim.
— Não. Mas já estou com outra temporária.
— Candidatar para trabalho temporário não é sobre carreira. É sobre entrada. Bate o cartão, entrega resultado, recebe. Enquanto não vem o definitivo, o temporário paga as contas.
*Continua em: 1261 — Pedir referência de profissional*