A igreja do bairro estava organizando uma ação social: distribuição de cestas básicas. Carlos ficou responsável por montar a equipe.
— Preciso de voluntários — falou no grupo do bairro.
Só duas pessoas responderam.
— Tá fraco — ele reclamou com Mariana.
— Você pediu, mas não explicou o que vão fazer.
— É só trabalho voluntário.
— Não é "só". As pessoas precisam saber o que vão gastar: tempo, esforço, deslocamento.
Carlos refez o pedido. "Pessoal, preciso de 5 voluntários sábado às 8h na igreja. Vamos separar e distribuir 200 cestas. Até 11h a gente termina. Quem puder, avisa."
Em duas horas, dez pessoas confirmaram.
No sábado, a equipe trabalhou rápido. Às 10h30 já tinham terminado.
No fim, um voluntário disse:
— Sábado que vem tem de novo?
— Tem.
— Conta comigo.
— Pedir ajuda para trabalho voluntário não é uma mensagem genérica. É mostrar o que precisa, quanto tempo leva e qual o impacto. Quando a pessoa sabe o que esperar, ela aparece.
*Continua em: 1256 — Como alinhar expectativas de trabalho com parceiro?*