Carlos sentou no sofá e soltou um suspiro.
— Tô arrependido.
— De quê? — a Luísa perguntou.
— De ter trocado de emprego. O lugar novo é uma bagunça. Processo inexistente, chefe ausente, ferramenta caindo aos pedaços.
— Quanto tempo você tá lá?
— Três meses.
— Respira. Três meses é pouco.
— E se eu tiver errado?
— E se você estiver certo e for só adaptação?
Carlos ficou calado.
No dia seguinte, ele listou o que o fez trocar de emprego: salário melhor, benefício melhor, perspectiva de crescimento. Depois listou o que estava ruim: desorganização, falta de onboarding, cultura diferente.
Percebeu que o arrependimento era na verdade frustração com a adaptação.
Ele marcou uma conversa com o novo chefe.
— Preciso de mais alinhamento. Não tive onboarding direito.
— Verdade. A gente falhou nisso. Vou te passar um mentor interno.
O mentor ajudou. Em dois meses, Carlos já entendia os processos e começava a sugerir melhorias.
Arrependimento de troca de emprego é normal nos primeiros meses. O erro é confundir adaptação com decisão errada.
*Continua em: 1226 — Analisar se vale a pena virar PJ*