Carlos precisava contratar um designer para o material do projeto de extensão. Recebeu cinco portfólios por e-mail.
O primeiro era bonito, mas cheio de projetos genéricos. O segundo tinha pouca informação. O terceiro mostrava resultados.
Ele não sabia como avaliar.
— Design não é minha área — pensou.
Ligou para a Mariana, que trabalhava com marketing.
— Como eu avalio portfólio de designer?
— Não olha só a beleza — ela respondeu. — Olha o problema que ele resolveu.
Carlos aplicou três critérios:
1. **O design resolveu um problema real?** O portfólio mostrava antes e depois? A peça tinha um objetivo ou era só enfeite?
2. **Há variedade de soluções?** O designer fazia só um estilo ou se adaptava?
3. **O portfólio é claro?** Se o próprio portfólio era confuso, o trabalho seria confuso.
Com os critérios, ele eliminou três candidatos. Sobraram dois.
Ele chamou os dois para uma conversa rápida por vídeo e pediu que explicassem o raciocínio por trás de um projeto específico. Um explicou bem. O outro não.
Carlos contratou o que explicou.
— Avaliar portfólio de designer não é gostar do desenho. É entender se ele resolve problema. Beleza sem função é arte. Beleza com função é design.
*Continua em: 1214 — Como avaliar currículo de programador?*