Carlos participava da banca de seleção de bolsistas. Um candidato tinha potencial, mas precisava de orientação técnica.
— Preciso de alguém para mentorar esse candidato — ele pensou. — Mas quem?
Ele foi falar com o Lucas, bolsista experiente do laboratório.
— Lucas, você conhece bem a parte de análise de dados, certo?
— Sei o básico.
— Mais que o básico. Você entrega relatório todo mês. Queria te pedir uma coisa: mentorar o Rafael, candidato novo. Ele tem potencial, mas precisa de direção.
Lucas hesitou.
— Mentoria toma tempo.
— Toma. Mas conta como hora de estágio e fica bem no teu relatório. Além disso, ensinar é o melhor jeito de aprender.
— Como funciona?
— Uma hora por semana durante dois meses. Você revisa o que ele faz, aponta melhoria, responde dúvida. Nada pesado.
— Posso pensar?
— Claro. Mas se topar, você ganha um bolsista que te ajuda nas tarefas operacionais. É troca justa.
Lucas topou no dia seguinte.
— Pedir para bolsista mentorar não é empurrar responsabilidade. É oferecer crescimento. Quem ensina aprende duas vezes. Mostre o ganho para os dois lados e a mentoria vira oportunidade, não peso.
*Continua em: 1202 — Como dividir as tarefas domésticas?*