Como orientar júnior no dia a dia?

Carlos

Rafael, o estagiário, bomtava no meio da tarde com dúvidas.

— Carlos, como faz isso?

— Carlos, isso está certo?

— Carlos, travou aqui.

No primeiro dia, Carlos respondia. No segundo, também. No terceiro, percebeu que não estava ensinando — estava fazendo por ele.

— Rafael, a partir de agora, quando você tiver dúvida, me traz três possibilidades de solução. Pode ser errado, mas você tenta antes.

— Mas se eu errar?

— Errar faz parte. O problema não é errar. É não tentar.

Rafael começou a pesquisar antes de perguntar. As dúvidas diminuíram. Quando vinham, eram perguntas melhores.

— Carlos, pensei em duas soluções: A e B. A é mais rápida, mas pode quebrar em produção. B é mais segura, mas leva o dobro do tempo. O que você acha?

— O que você escolheria?

— Acho que a B, pela segurança.

— Então faz a B.

Carlos percebeu que orientar não é responder. É fazer a pessoa pensar. No começo dá mais trabalho. Depois, o júnior voa sozinho.

— Orientar júnior no dia a dia não é dar peixe. É ensinar a pescar. Na dúvida, vira pergunta. Na pergunta, vira aprendizado.

*Continua em: 1196 — Como acompanhar desenvolvimento do liderado?*