Um amigo do Emerson estava montando currículo e pediu ajuda.
— Carlos, qual emprego eu tiro do currículo? Fiquei seis meses numa empresa e odiei. Saí porque não me adaptei.
— Por que você quer tirar?
— Ficou pouco tempo. Fica feio.
— Mentir no currículo é pior do que pouco tempo.
— Não é mentir. É omitir.
— Se descobrirem na entrevista, você perde a chance. Se descobrirem depois de contratado, você é demitido por quebra de confiança.
O amigo pensou.
— Mas e o preconceito com pouco tempo?
— Depende. Se você saiu porque o ambiente era tóxico, pode contar de forma profissional. Se saiu porque foi demitido, também pode contar. O que não pode é fingir que não existiu.
Carlos sugeriu manter a experiência e preparar uma explicação honesta.
— E se o recrutador perguntar por que saiu?
— Fala a verdade: não houve alinhamento de expectativas. Ou: a cultura não era compatível. Ou: preferiu buscar um lugar com mais desenvolvimento.
— Parece justo.
— Currículo não é propaganda enganosa. É carta de apresentação. Omitir informação relevante é mentira. E mentira tem prazo de validade: até a primeira checagem.
*Continua em: 1194 — Como abordar um potencial mentor?*