Helena topou ser mentora de Carlos. Marcaram a primeira sessão.
Carlos chegou sem preparo.
— Então, o que você quer falar? — Helena perguntou.
— Sei lá. Minha carreira, acho.
Helena riu.
— Mentoria não é consulta com vidente. Se você não sabe o que quer, eu não vou adivinhar.
Carlos aprendeu a lição. Para a segunda sessão, ele se preparou.
Escreveu três tópicos:
1. Quero desenvolver visão estratégica — como começar?
2. Tenho dificuldade em delegar — o que fazer?
3. Quero ser coordenador em dois anos — é realista?
Na sessão, Helena ouviu primeiro. Depois devolveu com perguntas:
— Por que você quer visão estratégica?
— O que te trava na delegação?
— O que falta no seu currículo para coordenação?
Carlos refletiu e respondeu. Helena não deu respostas prontas. Deu caminhos.
— Lê esse livro. Faz esse exercício. Observa como eu atuo na reunião de diretoria.
No fim, Carlos escreveu os próximos passos.
— Sessão de mentoria não é monólogo do mentor. É diálogo guiado. O mentor pergunta, você reflete, juntos constroem um plano. Sem preparo, vira conversa de bar.
*Continua em: 1190 — Como criar plano de desenvolvimento para liderado?*