Carlos sentia que estava estagnado. Entregava bem, mas não sabia como chegar no próximo nível.
— Você precisa de um mentor — a Mariana disse.
— Onde encontro? Tem serviço de mentoria por aplicativo?
— Não. Mentoria de verdade não se compra. Se constrói.
Carlos pensou nas pessoas que admirava na empresa. Profissionais mais experientes que tinham algo que ele queria.
Ele listou três nomes: Helena, pela visão estratégica; Carlos, pela habilidade técnica; a Vera do RH, por inteligência emocional.
Em vez de mandar mensagem genérica — "você pode ser meu mentor?" — ele foi específico com cada um.
Com Helena, pediu:
— Helena, posso te acompanhar na reunião de planejamento do próximo mês? Quero entender como você prioriza os projetos.
Ela aceitou.
Com Carlos:
— Carlos, tenho um desafio técnico. Pode me dar uma visão sobre a arquitetura?
E ele topou.
Com Vera:
— Vera, quero melhorar minha comunicação com a equipe. Aceita um café para trocar uma ideia?
Vera marcou na agenda.
Carlos percebeu que não precisava de um mentor. Precisava de vários. Cada um numa área.
— Bom mentor não é celebridade que você segue no Instagram. É a pessoa que está dois ou três passos à frente e topa te ajudar. Você encontra no trabalho, em comunidade, em evento. O segredo é pedir ajuda específica, não genérica.
*Continua em: 1188 — Como lidar com liderado que não cumpre prazo?*