Carlos voltou da licença paternidade depois de vinte dias. O Pedro tinha nascido, as noites eram curtas, e a caixa de entrada tinha mais de trezentos emails.
Ele sentou na mesa e o desespero bateu.
— Por onde começo?
A Mariana passou e viu a cara dele.
— Bem-vindo de volta, zumbi. Não tenta abraçar o mundo no primeiro dia.
Carlos respirou. Criou um plano de retorno.
Primeiro, conversou com Helena sobre prioridades.
— Helena, o que é urgente e o que pode esperar?
— Urgente: o fechamento do trimestre. O resto espera.
Segundo, pediu alinhamento rápido com o Emerson, que cobriu durante a ausência.
— O que mudou?
— Pouca coisa. Seguramos as pontas. Tem uma decisão travada que depende de você.
Terceiro, bloqueou duas horas por dia para foco total. Sem reunião, sem interrupção.
Na primeira semana, fez 60% do normal. Na segunda, 80%. Na terceira, já estava no ritmo.
— Voltar de licença não é corrida de velocidade. É maratona com recém-nascido em casa. A empresa sobreviveu sem você por vinte dias. Sobrevive mais um mês enquanto você readapta.
*Continua em: 1187 — Como encontrar um bom mentor?*