Carlos precisava decidir entre duas arquiteturas de software. Uma era moderna, mas arriscada. Outra era conservadora, mas segura.
— Vou decidir sozinho — ele pensou.
— Por que não consulta um sênior? — a Mariana perguntou.
— Não quero incomodar.
— Decisão técnica errada incomoda muito mais.
Carlos procurou o Carlos, o sênior da equipe.
— Carlos, tenho duas opções e estou em dúvida. Pode me ajudar a pensar?
— Claro. Me mostra as duas.
Carlos apresentou os prós e contras de cada arquitetura. Carlos ouviu, fez perguntas, apontou riscos que Carlos não tinha visto.
— A opção moderna escala melhor, mas a equipe não tem experiência. A conservadora resolve agora e deixa porta para migração depois.
— Qual você recomenda?
— A conservadora. Mas a decisão é sua.
Carlos sentiu segurança para decidir.
— Envolver sênior não é passar a responsabilidade. É usar a experiência dele para enxergar o que você não enxerga.
— O sênior não quer decidir por você. Quer ser consultado. Respeitar o tempo dele é apresentar o problema já estruturado.
— Decisão com input de sênior erra menos. E quando erra, erra com aprendizado.
*Continua em: 1169 — Como lidar com reunião improdutiva?*