Carlos foi designado mentor de um desenvolvedor júnior. Ele nunca tinha feito aquilo antes.
— O que eu faço? — perguntou ao Carlos.
— Ensina o que você gostaria de ter aprendido no começo.
Carlos montou um plano. Primeiro encontro: conhecer o júnior, entender as dificuldades, alinhar expectativas.
— Pedro, meu papel não é dar resposta. É te ajudar a encontrar.
— Como funciona?
— Você tenta primeiro. Se travar, me chama. A gente resolve junto.
Nas primeiras semanas, Pedro chamava Carlos a cada hora. Carlos atendia com paciência, mas percebeu que precisava ensinar Pedro a pescar.
Em vez de resolver o problema, ele perguntava:
— O que você já tentou? O que a documentação diz? Qual a mensagem de erro?
Pedro começou a resolver sozinho. Em dois meses, a frequência de chamados caiu e a confiança subiu.
— Ser mentor não é ter todas as respostas. É fazer as perguntas certas.
— Você não cria um dependente. Cria alguém que supera você um dia.
— O melhor mentor é aquele que trabalha para ser substituído.
*Continua em: 1168 — Como envolver sênior em decisão técnica?*