Carlos precisava dar uma bronca. A Priscila tinha errado o mesmo relatório três vezes.
— Se eu for duro, ela desanima. Se eu for brando, ela não leva a sério.
Ele chamou a Priscila numa sala particular.
— Priscila, o relatório de despesas veio com erro de novo. Três vezes seguidas.
— Eu sei. Estou com dificuldade de concentração.
— Eu entendo. Mas o erro impacta o fechamento financeiro. Vamos resolver juntos.
Ele perguntou o que estava acontecendo. Descobriu que ela estava sobrecarregada com tarefas manuais.
— Se a gente automatizar a coleta dos dados, você reduz o erro.
— Isso ajudaria muito.
Carlos implementou a automação. Os erros pararam.
— Bronca construtiva não é humilhar. É confrontar o problema sem destruir a pessoa.
— Você aponta o erro, mas oferece solução. Critica o comportamento, não o caráter.
— No final, a pessoa sai melhor do que entrou. Se sai pior, a bronca foi destrutiva.
*Continua em: 1166 — Como absorver aprendizados do mentor?*