Carlos tinha uma mentira no currículo. Inflou o tempo de experiência em seis meses. Na época pareceu inofensivo. Agora o peso vinha toda vez que ele lembrava.
— Isso me corrói — ele confessou à Mariana.
— Quanto tempo faz?
— Dois anos. Já entreguei resultados reais. Mas aquela linha no currículo não sai da minha cabeça.
— E o que você quer fazer?
— Consertar. Mas tenho medo de ser demitido.
Mariana ponderou.
— Esconder por mais tempo só piora. Se descobrirem depois, a confiança vai embora de uma vez.
Carlos decidiu agir. Marcou uma reunião com o gestor.
— Preciso confessar uma coisa. No meu currículo, coloquei seis meses a mais de experiência. Foi errado. Quero corrigir.
O gestor franziu a testa.
— Por que está me contando agora?
— Porque quero trabalhar com integridade. Se isso custar meu emprego, assumo a consequência.
O gestor ficou em silêncio.
— Você entrega bem. Não vou te demitir por isso. Mas atualiza o currículo hoje e não se repete.
Carlos atualizou na mesma hora. A sensação foi de alívio.
— Mentira no currículo parece um atalho, mas vira uma corrente no tornozelo.
— Consertar exige coragem. Mas a verdade, mesmo tardia, liberta.
— O que você ganha com a honestidade é maior do que o que perde com a mentira.
*Continua em: 1163 — Como ajudar liderado a superar dificuldade?*