Como ser paciente com júnior que está aprendendo?

Carlos

Carlos estava ensinando o Lucas, estagiário, a fazer uma tarefa pela terceira vez.

— É simples — ele pensou. — Por que ele não aprende?

A impaciência subiu.

Ele foi tomar água. Respirou.

Lembrou do próprio começo. Quando ele entrou, também errava. Também perguntava a mesma coisa duas vezes.

Voltou para a mesa.

— Lucas, vamos fazer juntos. Mas dessa vez você vai explicar enquanto faz, para eu ver onde está a dificuldade.

Lucas começou a fazer. Na terceira etapa, travou.

— Aqui eu não sei.

— O que exatamente?

— Qual parâmetro usar.

Carlos entendeu: não era a tarefa inteira que Lucas não sabia. Era um ponto específico.

Ele explicou aquele ponto. Lucas continuou e terminou.

— Pronto. Consegui.

— Na próxima você faz sozinho.

— Combinado.

Carlos percebeu: a impaciência vinha de achar que o outro sabia o que ele sabia. Mas sabia que não sabia.

— Paciência com júnior não é dom. É escolha. Toda vez que a impaciência vier, lembre: você já foi esse júnior. Alguém teve paciência com você. Pague adiante.

*Continua em: 1156 — Como incluir júnior em decisões importantes?*