Carlos tinha um liderado chamado Emerson, que queria crescer na carreira.
— Quero ser promovido a coordenador — Emerson disse.
— O que você está fazendo para isso?
— Meu trabalho.
— Só isso não basta.
Carlos propôs uma mentoria formal. Uma hora por mês para falar de carreira, não de tarefas.
No primeiro encontro, Carlos perguntou:
— Onde você quer estar daqui a dois anos?
— Gerente de projetos.
— O que te falta?
Emerson listou: certificação, experiência em gestão de pessoas, visão estratégica.
Carlos montou um plano:
— Primeiro trimestre: você estuda para a certificação. Eu libero duas horas por semana.
— Segundo trimestre: você assume a liderança de uma tarefa com um estagiário.
— Terceiro trimestre: você participa das reuniões de planejamento comigo.
Emerson seguiu o plano. Em cada encontro mensal, Carlos revisava o progresso.
— Como foi a experiência com o estagiário?
— Difícil. Ele não fazia nada.
— O que você fez?
— Dei feedback. Depois melhorou.
— Ótimo. Essa é a habilidade que você precisa desenvolver.
No final do ano, Emerson estava pronto para pleitear a vaga.
— Mentorar um liderado não é dar conselho. É criar um plano, acompanhar e cobrar. O liderado cresce quando você tira a mão e deixa ele andar. Mas fica perto para amparar se cair.
*Continua em: 1153 — Como registrar ata de reunião?*