Carlos ficou um ano sem trabalhar. Viajou, estudou, descansou.
Agora, voltando ao mercado, ele olhava o currículo com um buraco de doze meses.
— Como vou explicar isso? — ele perguntou para Mariana.
— Fala a verdade. Mas estrutura bem.
— O recrutador vai achar que eu fiquei parado.
— Só se você não mostrar o que fez.
Carlos reformulou o currículo.
Em vez de deixar o período em branco, ele criou uma seção chamada "Desenvolvimento profissional".
Listou:
— Curso de inglês intensivo (seis meses).
— Trabalho voluntário em ONG de educação.
— Projetos pessoais de gestão de projetos (aplicou metodologias ágeis numa reforma de casa, documentou tudo).
— Leitura de quinze livros sobre liderança e gestão.
Na entrevista, o recrutador perguntou:
— Notei que você ficou um ano sem trabalho formal. O que fez nesse período?
— Tirei um período sabático planejado. Foquei em desenvolvimento pessoal. Fiz curso de inglês, trabalho voluntário e estudei liderança. Volto com mais energia e mais preparado.
O recrutador anotou.
— Período sabático não é problema se você mostra que não ficou parado. O recrutador quer saber se você evoluiu. Se você evoluiu, o intervalo vira diferencial.
*Continua em: 1151 — Como absorver boas práticas de um sênior?*