Carlos era líder de um time de cinco pessoas. Um dos liderados, Emerson, estava com problemas graves de conduta. Chegava atrasado, não entregava e tratava mal os colegas.
Carlos documentou cada ocorrência.
Primeira semana: Emerson chegou quarenta minutos atrasado três vezes. Carlos registrou e chamou para conversar.
— Emerson, percebi que você está chegando atrasado. Aconteceu alguma coisa?
— Trânsito.
— Entendo. Mas o horário é o combinado. Se precisar ajustar, podemos conversar.
Segunda semana: Emerson não entregou uma tarefa crítica. Carlos registrou novamente.
— A tarefa não foi entregue. O que aconteceu?
— Esqueci.
— Não pode acontecer de novo.
Na terceira semana, Emerson gritou com um colega durante uma reunião. Carlos chamou o RH.
— Precisamos avaliar o caso — a analista de RH disse. — Você tem registros?
— Tenho tudo documentado.
O RH analisou. As faltas, os atrasos, a agressão. Enquadrava em justa causa.
Carlos chamou Emerson com o RH presente.
— Emerson, tomamos a decisão de rescindir seu contrato por justa causa. Você está ciente das ocorrências que registramos.
Emerson não contestou.
— Demitir por justa causa é um processo sério. Não se faz no calor do momento. Se faz com documentação, com suporte do RH e com respeito. A justa causa não é vingança. É proteção da equipe.
*Continua em: 1150 — Como justificar período sabático no currículo?*