Carlos era estagiário na área de projetos. Contrato de dois anos, seis meses já tinham passado. Ele queria ser efetivado.
— Preciso mostrar serviço — ele pensou.
Mas não sabia como.
Ele observou o João, que tinha sido efetivado no mês passado. O que João fazia diferente?
João chegava na hora, entregava antes do prazo, perguntava quando tinha dúvida.
Carlos copiou o comportamento.
Na primeira semana, ele pediu para a Helena, sua supervisora:
— Além das tarefas que você me passa, posso sugerir melhorias?
— Claro.
Carlos identificou que a planilha de acompanhamento de projetos estava desatualizada. Passou um fim de semana organizando.
Na segunda-feira, mostrou para Helena.
— Fiz uma nova versão da planilha. Automatizei os cálculos de prazo.
Helena olhou, testou, aprovou.
— Ficou muito boa. Vou apresentar para o coordenador.
No final do mês, Helena chamou Carlos:
— Seu contrato de estágio vai ser convertido para CLT no próximo semestre. Você está no caminho certo.
— O que mais posso aprender até lá?
— Comunicação. Você entrega bem, mas precisa falar melhor nas reuniões.
Carlos se inscreveu num curso de oratória.
— Ser efetivado não é só entregar tarefa. É mostrar interesse, iniciativa e vontade de crescer. O estagiário que pergunta 'o que mais posso fazer?' sai na frente.
*Continua em: 1143 — Como ajudar um júnior a aprender?*