Carlos precisava fazer a avaliação de desempenho do trimestre. Olhou a planilha e sentiu o peso.
— Avaliar é julgar — ele pensou.
— Não — a Mariana corrigiu. — Avaliar é orientar.
Ele estruturou o processo.
Primeiro, coletou dados objetivos de cada pessoa. Entregas, prazos, qualidade.
Depois, observou comportamentos. Colaboração, iniciativa, comunicação.
Para cada liderado, preparou três tópicos:
— O que foi bem.
— O que pode melhorar.
— Plano de ação.
Na reunião com o Emerson, ele aplicou:
— Emerson, você entregou todos os projetos no prazo. A qualidade está consistente. Um ponto: nas reuniões, você poderia compartilhar mais as soluções que encontra.
— É justo. Vou melhorar.
— E como posso ajudar?
— Me lembra de falar mais nas reuniões de sexta.
— Combinado.
Carlos percebeu que a avaliação fluía quando não era surpresa.
— Feedback não pode esperar a avaliação formal. Tem que ser contínuo.
— A avaliação é o resumo do ano. Se você só fala na hora de pontuar, já errou.
*Continua em: 1140 — Como dar feedback de desempenho?*