Felipe pediu que Carlos organizasse a planilha de notas fiscais dos últimos três anos. Um trabalho chato, repetitivo e que não agregava nada ao currículo.
— Sério? Três anos de nota fiscal? — Carlos pensou.
O primeiro impulso foi reclamar.
— Felipe, isso é trabalho de assistente. Não faz sentido eu fazer isso.
— Sei que não é o ideal. Mas a pessoa que fazia saiu de férias e precisamos entregar amanhã. É uma emergência.
Carlos respirou fundo.
— Tudo bem. Vou fazer. Mas, depois, gostaria de conversar sobre como evitar que isso aconteça de novo.
— Perfeito.
Carlos fez o trabalho. Não reclamou, não fez corpo mole, não entregou pela metade. Fez bem feito.
No dia seguinte, ele procurou Felipe.
— Felipe, sobre a planilha: sugiro criarmos um padrão de organização mensal para não acumular. Se cada mês for arquivado corretamente, não precisamos catar três anos de uma vez.
— Ótima ideia. Pode implementar.
Carlos transformou uma tarefa chata em uma melhoria de processo.
— Tarefa que você não quer fazer é oportunidade disfarçada. De aprender, de mostrar profissionalismo, de propor melhoria.
— Reclamar não tira a tarefa. Só estraga sua imagem. Faz, bem feito, e depois propõe solução.
— Profissional de verdade faz o que precisa ser feito. Depois, trabalha para que não precise fazer de novo.
*Continua em: 1119 — Como se candidatar a vaga interna?*