Carlos nunca tinha pensado em sindicato. Para ele, sindicato era coisa de outra geração.
— Você é filiado ao sindicato? — o Emerson perguntou.
— Não. Nunca precisei.
— Pois precisou. Quando a empresa atrasou salário no ano passado, quem negociou foi o sindicato. Você só colheu o resultado sem contribuir.
Carlos ficou pensativo.
— Como funciona?
— Você escolhe o sindicato da sua categoria. No seu caso, é o Sindicato dos Analistas. Paga uma contribuição mensal. Em troca, tem assistência jurídica, negociação coletiva, convenção.
— Quanto custa?
— Uns dois por cento do salário. Mas o retorno é maior. Acordo salarial, piso, hora extra, condições de trabalho.
Carlos procurou o sindicato. A sede era simples, mas organizada.
— Quero me filiar.
— Preenche essa ficha. Sua categoria, dados pessoais, empresa.
Ele preencheu.
— Pronto. Agora você é filiado. Se precisar de advogado trabalhista, desconto em cursos, ou ajuda com convenção, é só ligar.
No mês seguinte, o sindicato enviou um informe sobre a campanha salarial.
Carlos participou da assembleia. Votou a proposta. Entendeu como funcionava a negociação.
— Sindicato não é só greve. É representação. É informação. É proteção.
— Você não precisa concordar com tudo. Precisa participar. Quem não participa, não reclama.
*Continua em: 1113 — Como testar ideia de negócio enquanto trabalha?*