A Mariana e o Carlos não se suportavam. Na reunião de status, trocaram farpas na frente do cliente.
— Mariana atrasou a entrega e não avisou — o Carlos disparou.
— Carlos mudou o escopo sem me consultar. Se atrasou, foi por causa dele.
Carlos interrompeu.
— Pessoal, essa conversa a gente termina em particular. Agora, foco no cliente.
Depois da reunião, ele chamou os dois.
— O que está acontecendo?
— Ele não me respeita — os dois disseram ao mesmo tempo.
— Ok. Vamos fazer o seguinte: cada um fala sem interromper. Primeiro você, Mariana.
Mariana explicou. Depois Carlos. Carlos ouviu sem tomar partido.
— Entendi os dois lados. Agora, o que a gente faz para resolver?
— Sugiro reunião semanal de alinhamento — a Mariana disse.
— E um documento de escopo compartilhado — o Carlos completou.
— Ótimo. Vocês mesmos encontraram a solução. Agora combinem os detalhes e me avisam.
Eles saíram ainda tensos, mas com um encaminhamento.
No dia seguinte, a Mariana mandou um e-mail com a proposta de alinhamento. O Carlos respondeu com ajustes. Carlos aprovou.
— Briga entre subordinados não se resolve tomando partido. Se resolve criando espaço para eles mesmos resolverem.
— Seu papel não é julgar. É organizar a conversa. As partes precisam sair com uma solução, não com uma sentença.
*Continua em: 1111 — Como mandar currículo para vaga anônima?*