Carlos precisava contratar um analista. Depois de todo o processo, restaram dois candidatos.
A Mariana era excelente tecnicamente. Resolvia problemas complexos, tinha portfólio robusto. Mas era mais reservada, comunicava pouco.
O Marcelo era bom tecnicamente, mas não excepcional. Em compensação, se comunicava bem, tinha energia e perguntava sobre a cultura da empresa.
— Preciso de alguém que faça o trabalho ou alguém que se encaixe no time? — Carlos pensou.
Ele conversou com o Felipe.
— Estou dividido. A Mariana é melhor na técnica. O Marcelo se encaixa melhor.
— O que o time mais precisa agora?
— A gente tem entrega acumulada. Talvez a técnica faça mais diferença.
— Então não é sobre quem é melhor no geral. É sobre o que o time precisa agora.
Carlos decidiu ligar para os dois e fazer uma pergunta extra.
— Mariana, como você lida com trabalho em equipe?
— Prefiro trabalhar focada. Mas se precisar colaborar, colaboro.
— Marcelo, mesma pergunta.
— Gosto de trocar ideia, ajudar os outros. Aprendo ensinando.
Carlos escolheu a Mariana pela urgência técnica. Mas fez um plano de integração com rodízio de squads para forçar a colaboração.
— Escolher candidato não é sobre o melhor. É sobre o mais adequado para o momento.
— Duas pessoas boas não significam que qualquer uma serve. O contexto define a escolha.
*Continua em: 1107 — Como trabalhar bem com alguém que não gosta?*