Carlos encontrou um curso de análise de dados que custava três mil reais. Era exatamente o que faltava para o time. Mas o orçamento pessoal estava apertado.
— Se eu pagar do meu bolso, fico apertado. Se não fizer, perco a oportunidade — ele pensou.
Ele resolveu conversar com o gestor.
— Felipe, tenho uma proposta. Encontrei um curso de análise de dados que vai direto ao ponto do que a gente precisa no setor. O valor é três mil. Gostaria de saber se a empresa pode custear.
— Normalmente a gente não tem verba para isso.
— Eu imaginei. Mas pensei em algo: se a empresa pagar, eu me comprometo a aplicar o que aprender em dois projetos internos em até três meses. E posso treinar o time depois.
Felipe pensou.
— Isso faz sentido. Me manda um e-mail formal com o valor, a ementa e o compromisso de aplicação.
Carlos escreveu:
"Prezado Felipe, conforme conversamos, solicito ajuda de custo para o curso Análise de Dados com Python, no valor de R$ 3.000. Comprometo-me a aplicar os aprendizados em dois projetos internos e a compartilhar o conhecimento com a equipe em uma apresentação. Segue ementa anexa."
Três dias depois, Felipe aprovou.
— Seu pedido foi bem estruturado. Mostrou retorno pra empresa, não só benefício pessoal. É assim que se pede.
— Pedir ajuda de custo não é pedir favor. É propor uma troca. Você investe em você, a empresa investe com você.
— Curso sem aplicação é despesa. Curso com plano de aplicação é investimento.
*Continua em: 1104 — Como pedir equiparação salarial?*