Carlos tinha saído da empresa há dois anos. Agora, a empresa reabriu vaga para a área dele. Ele queria voltar.
— Será que fica estranho? — ele perguntou à Renata.
— Por que estranho? Você saiu bem, não saiu?
— Saí. Pedi demissão, cumpri aviso, entregaram tudo certo.
— Então não tem motivo para constrangimento.
Carlos entrou em contato com o antigo gestor.
— Felipe, tudo bem? Sei que abriu vaga na área. Gostaria de me candidatar. Saí bem daqui e tenho saudade do time.
— Carlos, que bom saber! Senta comigo amanhã pra conversar.
Na conversa, Carlos explicou por que queria voltar.
— Saí porque queria experimentar outro mercado. Aprendi muito. Mas percebi que aqui era onde eu entregava melhor. O ambiente, os desafios, a cultura.
— E o que você aprendeu lá fora?
— Aprendi a liderar projetos maiores, a me comunicar melhor, a ter mais autonomia. Posso trazer isso de volta.
Felipe gostou. Mas tinha uma preocupação.
— Você não vai achar que está voltando pra trás?
— Não. Estou voltando mais preparado. Não é retrocesso. É estratégia.
Carlos foi contratado de volta. No primeiro dia, alguns colegas estranharam.
— Pensei que você tinha ido pra outra empresa?
— Fui. Mas voltei. Como dizem, quem sai volta se for inteligente.
Ele percebeu que voltar não era vergonha. Era maturidade.
— Voltar para um lugar onde você já foi bem não é recuar. É reconhecer onde você pertence.
— Empresa boa respeita quem sai e acolhe quem volta.
*Continua em: 1103 — Como pedir ajuda de custo para cursos na empresa?*