Carlos estava desempregado. Enviava currículos, mas ninguém chamava.
— O problema é seu currículo — a Luísa disse.
— Meu currículo é bom. Tenho experiência.
— Mas ele é genérico. Não fala a língua da vaga.
Carlos abriu o currículo. Era uma lista de experiências antigas, sem foco.
Ele pesquisou: recrutadores gastam seis segundos olhando cada currículo. Se não encontrar o que busca, descarta.
Carlos criou um método.
Primeiro, ele lia a descrição da vaga e destacava as palavras-chave: "gestão de projetos", "metodologias ágeis", "análise de dados".
Depois, ele ajustava o currículo. Mantinha a estrutura, mas mudava a ordem e o destaque.
Para vaga de gestão: experiência liderando equipe primeiro.
Para vaga de análise: projetos com dados primeiro.
Para vaga de operações: resultados de eficiência primeiro.
Ele enviava o currículo com um resumo de três linhas adaptado para a empresa.
Na primeira semana, três recrutadores responderam.
— Seu currículo está bem alinhado com a vaga — um deles disse.
— Adaptar não é mentir. É organizar a informação para que o recrutador encontre rápido o que procura.
*Continua em: 1100 — Como passar tarefa para um júnior?*