Carlos recebeu um estagiário. Era a primeira vez que ele seria responsável por desenvolver alguém.
— O que eu faço com ele? — Carlos perguntou.
— Ensina, acompanha, corrige — a Mariana respondeu. — Mas não faz por ele.
Carlos separou um projeto pequeno. Nada crítico. Algo que se errado, não quebrasse o sistema.
— Vou te passar a tarefa de organizar a base de clientes inativos. Precisa classificar por motivo de cancelamento.
O estagiário anotou.
— Qual ferramenta eu uso?
— O Excel resolve. Mas se quiser explorar outra, fique à vontade.
Carlos mostrou o passo a passo no primeiro dia. Depois, soltou a mão.
— Se travar, me pergunta. Mas tenta resolver sozinho primeiro.
O estagiário errou. Classificou clientes errados. Carlos corrigiu sem gritar.
— Olha, aqui você confundiu motivo. Revisa essa coluna.
Na terceira semana, o estagiário já fazia sozinho. E entregou um relatório que Carlos não tinha pedido.
— Fiz uma análise extra. Vi que duzentos clientes cancelaram por motivo de suporte.
— Isso é informação valiosa.
Delegar para estagiário não é jogar serviço. É ensinar a pescar.
*Continua em: 1096 — Como se preparar para processo de trainee?*