Carlos precisava de um tempo. A mãe estava doente e ele queria acompanhar o tratamento. Mas não tinha mais férias nem dias de banco.
— Existe licença não remunerada — a Mariana disse.
— Como funciona?
— Você fica afastado sem receber. Mas o tempo conta para aposentadoria e o convênio médico continua.
Carlos foi falar com o chefe.
— Preciso de sessenta dias. Minha mãe vai passar por cirurgia e quero estar presente.
O chefe franziu a testa.
— Vai desfalcar a equipe.
— Sei disso. Por isso quero conversar antes. Para organizar a transição.
Carlos apresentou um plano: deixou os projetos documentados, treinou o Emerson para cobrir as tarefas críticas, definiu ponto de contato para emergências.
O chefe aceitou.
— Trinta dias. Se precisar de mais, a gente conversa.
Carlos protocolou o pedido no RH. Anexou o atestado médico da mãe. Cinco dias depois, a licença foi aprovada.
Ele aprendeu: licença não remunerada existe. O que falta é planejamento e coragem para pedir.
*Continua em: 1091 — Como pedir demissão sem queimar pontes?*