Carlos pedia inovação, mas a equipe fazia mais do mesmo.
— Por que ninguém propõe nada novo? — ele perguntou.
— Porque quando alguém propôs, você criticou — a Mariana respondeu.
— Criticar faz parte.
— Mas desestimula. Se a pessoa erra uma vez, não tenta de novo.
Carlos implantou a sexta da inovação.
— Toda sexta, uma hora para experimentar. Qualquer ideia. Sem julgamento. Sem obrigação de resultado.
O Emerson testou uma automação. A Mariana criou um modelo de relatório. O Carlos testou um aplicativo novo.
Nem tudo deu certo. Mas algumas ideias funcionaram.
— Essa automação salvou duas horas por semana — o Emerson mostrou.
— Ótimo. Apresenta na reunião geral.
Carlos também começou a reconhecer as tentativas, não só os acertos.
— Gostei da sua ideia, mesmo que não tenha funcionado. Tenta de novo.
Aos poucos, mais pessoas começaram a propor.
— Inovação não nasce de ordem. Nasce de segurança psicológica.
— Se a pessoa sente que pode errar, ela tenta. Se não pode, ela repete.
— O papel do líder não é ter as ideias. É criar o espaço para as ideias aparecerem.
*Continua em: 1081 — Como conversar sobre plano de desenvolvimento individual?*