Carlos tomava decisões sozinho. Depois, comunicava. O resultado era silêncio na reunião e reclamação no corredor.
— Você decide sobre a gente, sem a gente — o Emerson reclamou.
— É mais rápido decidir sozinho.
— Rápido agora. Lento depois. Porque a gente precisa executar o que não foi discutido. Vira retrabalho.
Carlos mudou a abordagem.
Na próxima decisão importante, ele chamou a equipe.
— Pessoal, temos um problema. O cliente quer reduzir o prazo. Quero ouvir ideias.
— Cada um deu sua visão.
— Carlos ouviu. Não interrompeu. Não julgou.
Depois, ele resumiu:
— Pelo que ouvi, temos três caminhos. Vou levar para o diretor e volto com a decisão.
No dia seguinte, ele explicou o caminho escolhido. E por quê.
— Não é que todo mundo concordou. Mas todo mundo entendeu o motivo.
— Engajamento da equipe começa antes da decisão. Não depois.
— Quem participa da discussão, abraça a execução.
A equipe passou a trazer soluções em vez de problemas.
*Continua em: 1080 — Como inspirar inovação na equipe?*