Carlos tirava pausa e pegava o celular. Vinte minutos rolando feed. Quando voltava, o cérebro estava mais cansado que antes.
— Isso não é pausa — a Mariana falou. — É troca de estímulo.
— Qual é a diferença?
— Pausa descansa. Tela cansa.
Carlos reformulou as pausas.
— Cinco minutos alongando. Cinco minutos andando. Cinco minutos de olhos fechados.
— Sem celular. Sem telas. Sem notícias.
Ele testou na primeira semana.
Na pausa da manhã, ele alongou o pescoço e os ombros. Percebeu que passava o dia tenso.
Na pausa da tarde, deu uma volta no quarteirão. Voltou com a cabeça clara.
— Uma pausa produtiva é aquela que devolve energia. Não que consome.
— E como sei que funcionou?
— Você volta e quer trabalhar. Se volta com preguiça, a pausa foi errada.
Carlos entendeu: a qualidade da pausa define a qualidade do trabalho depois.
*Continua em: 1072 — Como manter foco em trabalho repetitivo?*