Carlos abriu uma consultoria de análise de dados. Agora precisava contar pra rede de contatos.
— Como falar sem parecer que tô vendendo algo? — ele pensou.
Ele conversou com a Renata, que já tinha empreendido.
— A primeira coisa: não trata como venda. Trata como compartilhamento.
— Como assim?
— Você não vai pedir pra ninguém comprar seu serviço. Vai contar o que você está fazendo e perguntar se conhecem alguém que precisa.
Carlos fez uma lista de contatos: ex-colegas, gestores, clientes antigos, amigos.
Ele preparou uma mensagem curta pra cada grupo.
Para os ex-colegas:
"Fala, pessoal! Saí da empresa e abri minha própria consultoria de análise de dados. Se alguém precisar de ajuda com automação de relatórios ou dashboard, é só falar. E se conhecer alguém que precisa, aceito indicações."
Para os gestores:
"Felipe, como você sabe, saí da empresa. Montei uma consultoria focada em análise de dados com Python e Power BI. Se na sua rede alguém estiver com dificuldade de organizar dados ou criar relatórios gerenciais, posso ajudar."
Ele personalizava cada mensagem. Não mandava texto genérico.
— Rede não é lista de disparo. É relação. Cada pessoa merece uma abordagem diferente — ele pensou.
Ele também atualizou o status do WhatsApp e do LinkedIn.
"Novo ciclo: agora como consultor de análise de dados. Se tiver interesse ou conhecer alguém, vamos conversar."
As respostas vieram.
— Carlos, que legal! Tenho um amigo que precisa exatamente disso.
— Carlos, me manda seu portfólio.
Em duas semanas, ele conseguiu dois clientes por indicação.
— Falar do próprio negócio não é vergonha. É dar oportunidade pras pessoas te ajudarem. Mas tem que ser genuíno, não empurrado.
*Continua em: 1061 — Lidar com interrupções*