Carlos começou a fazer horas extras sem registrar. Achava que o banco de horas estava sendo contabilizado, mas não tinha certeza.
— Você está registrando suas horas? — a Juliana perguntou.
— Nem sempre. Esqueço.
— Isso é perigoso. Se um dia precisar comprovar, você não tem prova.
Carlos decidiu criar um sistema simples.
— Vou registrar toda hora extra no mesmo dia. Não deixo acumular.
Ele configurou um lembrete no celular para as dezoito horas.
"Registre as horas de hoje."
No primeiro dia, ele esqueceu. No segundo dia, registrou.
Ele anotava:
— Data, hora de entrada, hora de saída, motivo da hora extra.
Depois de uma semana, ele conferiu o registro com o RH.
— Seu registro está correto — a analista disse. — Mas você precisa seguir a política: hora extra precisa ser autorizada antes.
— Autorizada?
— Sim. Se você fizer sem autorização, a empresa pode não pagar.
Carlos passou a pedir autorização por e-mail antes de fazer hora extra.
— Preciso ficar até as vinte horas pra finalizar o relatório. Autoriza?
O gestor respondia: "Autorizado" ou "Pode terminar amanhã."
— Se o gestor diz pra deixar pra amanhã, eu deixo. Não é falta de compromisso. É seguir a política.
Depois de um mês, Carlos revisou o registro.
— Vinte e duas horas extras no mês. Metade foi banco de horas, metade foi paga.
— Importante: nunca troque registro por confiança. Registro não é desconfiança. É proteção dos dois lados.
*Continua em: 1052 — Como resolver divergência comercial com fornecedor?*