Carlos se tornou líder da equipe. Um dos subordinados, o Carlos, não aceitava as orientações.
— Isso não faz sentido — Carlos dizia nas reuniões. — Sempre fizemos diferente.
No começo, Carlos ignorou. Mas o comportamento continuou.
— Carlos, fica depois da reunião.
Quando os dois ficaram a sós, Carlos falou direto.
— Carlos, notei que você contesta minhas decisões em público. Isso não é aceitável.
— Só estou dando minha opinião.
— Opinião é bem-vinda no momento certo. Em particular, você pode questionar, sugerir, discordar. Em reunião com a equipe, a decisão está tomada.
Carlos cruzou os braços.
— Você não tem experiência pra liderar essa equipe.
— Pode ser. Mas fui designado pra isso. E enquanto eu estiver aqui, vou esperar respeito profissional.
— E se eu não respeitar?
— Aí a gente leva pro RH.
Carlos ficou em silêncio.
— Não quero chegar nesse ponto — Carlos continuou. — Quero que você contribua com sua experiência. Mas dentro das regras.
— Que regras?
— Uma: discordância em particular. Duas: depois que a decisão é tomada, todos executam. Três: se tiver uma ideia melhor, apresente com dados.
Carlos respirou fundo.
— Combinado.
Nas semanas seguintes, Carlos ainda resistia, mas em particular. Carlos ouvia, avaliava e, quando a sugestão era boa, implementava.
— Reconhecer quando ele tem razão fortalece minha autoridade — Carlos percebeu. — Não a enfraquece.
*Continua em: 1051 — Como registrar hora extra corretamente?*