Carlos conseguiu uma entrevista para uma vaga de analista. O recrutador pediu portfólio.
— Manda seus trabalhos anteriores — disse.
Carlos ficou preocupado. Ele tinha projetos, mas estavam espalhados: alguns no GitHub, outros em pastas do computador, alguns em PDF.
Ele decidiu organizar.
Primeiro, selecionou os três melhores projetos. Não todos — só os que mostravam habilidades relevantes pra vaga.
— Qualidade sobre quantidade — ele lembrou.
Para cada projeto, ele preparou:
— Contexto: qual era o problema.
— Solução: o que ele fez.
— Resultado: qual foi o impacto.
Ele criou um site simples no GitHub Pages com os projetos.
Na entrevista, ele compartilhou a tela.
— Esse é o projeto de automação de relatórios. A empresa gastava oito horas por semana gerando relatórios manuais. Eu criei um script que fazia em cinco minutos.
— Qual tecnologia você usou?
— Python com pandas e um agendador de tarefas. O resultado foi uma economia de trinta e duas horas por mês.
O recrutador se interessou.
— Mostra outro.
Carlos mostrou o projeto de análise de vendas.
— Aqui eu usei Power BI pra criar um dashboard interativo. A empresa passou a acompanhar métricas em tempo real.
— Qual a métrica mais importante que você descobriu?
— Que vinte por cento dos clientes geravam oitenta por cento do faturamento. A empresa redirecionou o foco do time comercial.
No final, o recrutador disse:
— Seu portfólio é objetivo. Mostra o problema, a solução e o resultado. É assim que se apresenta trabalho.
Carlos conseguiu a vaga.
— Portfólio não é lista de tarefas. É história de impacto — ele concluiu.
*Continua em: 1049 — Como ser mentor de sucessão antes de se aposentar?*