Carlos estava numa reunião com a Renata, a desenvolvedora sênior mais experiente da empresa.
— Carlos, você consegue implementar essa integração com a API externa?
Ele não sabia. Nunca tinha feito integração com API. Mas queria passar confiança.
— Posso tentar — ele respondeu.
— Tentar não é resposta. Você sabe ou não sabe?
Carlos hesitou. Depois, resolveu ser honesto.
— Não sei. Nunca fiz. Mas quero aprender.
Renata não se irritou. Pelo contrário.
— Agradeço a honestidade. A maioria das pessoas inventa que sabe e depois entrega errado. Me diz o que você conhece de API.
— Sei consumir endpoint com GET. Sei ler documentação. Mas nunca fiz autenticação OAuth nem lidei com rate limit.
— Já é um começo. Vou te mandar um material. Estuda hoje e amanhã a gente implementa junto.
Carlos estudou. Leu a documentação, viu exemplos, fez um teste num projeto pessoal.
No dia seguinte, ele e a Renata implementaram juntos. Ela guiava, ele codificava.
— Por que você não fingiu que sabia? — ela perguntou no final.
— Porque fingir que sabe atrasa o projeto. Se eu falar a verdade, a gente ganha tempo.
— Exato. Sênior não espera que você saiba tudo. Espera que você seja honesto sobre o que não sabe e tenha iniciativa pra aprender.
Carlos entendeu: a honestidade sobre a própria limitação não é fraqueza. É o primeiro passo pra superá-la.
*Continua em: 1048 — Como mostrar portfólio para contratante?*