Carlos viu o colega ser demitido sem aviso. O colega ficou desesperado: não tinha economias, precisava pagar aluguel, e não achava vaga rápido.
— Se acontecer comigo, eu quebro — Carlos pensou.
Ele decidiu montar uma reserva de emergência.
Pesquisou e descobriu que o recomendado era seis meses de custos fixos.
Ele calculou:
— Aluguel: mil e duzentos. Alimentação: oitocentos. Contas: seiscentos. Transporte: trezentos. Total: dois mil e novecentos por mês. Seis meses: dezessete mil e quatrocentos.
Parecia muito. Mas ele decidiu começar.
— Não precisa juntar tudo de uma vez — a amiga educadora financeira explicou. — Guarda um pouco todo mês.
Carlos começou a separar quinhentos reais por mês.
No primeiro mês, foi difícil. Ele teve que cortar delivery e assinaturas.
— Esse dinheiro não é pra gastar. É pra dormir tranquilo — ele repetia.
Ele colocou a reserva numa conta separada, sem cartão de crédito vinculado.
— Se não estiver visível, você não gasta.
Depois de seis meses, ele tinha três mil. Depois de um ano, seis mil.
No décimo oitavo mês, ele atingiu a meta.
— Agora, se for demitido, tenho um ano e meio de tranquilidade — ele calculou.
— Na verdade seis meses — a amiga corrigiu.
— É. Mas seis meses com segurança é melhor que zero.
Carlos continuou contribuindo mesmo depois de atingir a meta, para compensar a inflação.
— Reserva de emergência não é investimento. É proteção. Não importa o rendimento. Importa estar lá quando você precisar.
*Continua em: 1047 — Como ser honesto com sênior sobre falta de conhecimento?*